Traço interessante ligado às condições específicas do decênio de 1930 foi a extensão das literaturas regionais e sua transformação em modalidades expressivas cujo âmbito e significado se tornaram nacionais (...). É o caso do “romance do Nordeste”, considerado naquela altura pela média da opinião como o romance por excelência. A sua voga provém em parte do fato de radicar na linha da ficção regional (embora não “regionalista”, no sentido pitoresco), feita agora com uma liberdade de narração e linguagem antes desconhecida. Mas deriva também do fato de todo o País ter tomado consciência de uma parte vital, o Nordeste, representado na sua realidade viva pela literatura.
(CANDIDO, Antonio. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1987. p. 187)
No fragmento crítico de Antonio Candido, a valorização positiva do romance de 30 explica-se pela confluência das razões resumidas nestes dois segmentos: