Trecho I
“— O meu nome é Severino, / como não tenho outro de pia. /
Como há muitos Severinos, / que é santo de romaria, / deram
então de me chamar / Severino de Maria; / como há muitos
Severinos / com mães chamadas Maria, / fiquei sendo o da
Maria / do finado Zacarias. // Mais isso ainda diz pouco: / há
muitos na freguesia, / por causa de um coronel / que se
chamou Zacarias / e que foi o mais antigo / senhor desta
sesmaria. // Como então dizer quem falo / ora a Vossas
Senhorias? / Vejamos: é o Severino / da Maria do Zacarias, /
lá da serra da Costela, / limites da Paraíba. // Mas isso ainda
diz pouco: / se ao menos mais cinco havia / com nome de
Severino / filhos de tantas Marias / mulheres de outros tantos, /
já finados, Zacarias, / vivendo na mesma serra / magra e
ossuda em que eu vivia.”
CABRAL MELO NETO, João. Morte e Vida Severina. Disponível em:file:///C:/Users/Ricardo/Downloads/MORTE%20E%20VIDA%20SEVERINA%20-%20JOAO%20CABRAL%20DE%20MELO%20NETO.PDF. Acesso em: 20nov. 2018.
Trecho II
“E precisava crescer, ficar tão grande como Fabiano, matar
cabras a mão de pilão, trazer uma faca de ponta à cintura. Ia
crescer, espichar-se numa cama de varas, fumar cigarros
de palha, calçar sapatos de couro cru.”
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 53. ed. São Paulo: Record, 1984, p.52
Os trechos destacados sugerem uma realidade que é típica do sertão nordestino e que pode ser uma das causas do ciclo que faz com que a população não procure meios de progredir social e economicamente.
A alternativa que melhor expressa a afirmativa é