Um crescente corpo de pesquisas sobre como pensa e age o eleitor sugere que as opiniões e propostas de um candidato importam menos do que se imagina na decisão do voto. Drew Westen, da Universidade de Emory, mostrou que, com base em questionários rápidos sobre como uma pessoa se sente em relação a certos temas (quase um teste de personalidade), pode-se prever com 80% de precisão não só como ela votará, mas também como responderá a perguntas bem específicas, a exemplo “a medida X é inconstitucional?”.
Ou seja, a realidade é só um detalhe para o eleitor, que raramente muda de opinião em virtude de fatos que lhe sejam apresentados.
A crer nesses achados da neurociência, o voto é, na maioria dos casos, decidido com base nas emoções positivas ou negativas que cada um dos postulantes, seus partidos e, às vezes, também suas ideias despertam em nós. È só a posteriori que arranjamos uma argumentação vagamente racional para justificar a escolha.
A partir dos resultado da pesquisa realizada, é correto afirmar que