“Um dia Isabel cruzou a rua, e ao fazê-lo, transferia a cruz de seus passinhos para meu peito não maior, onde mal e mal caberia um desengano. Naquele dia ela estava sozinha na calçada, a catar pulgas do cachorro, e deu com os olhos na janela em que me debruçava para espiá-la. Atravessou de mansinho, sorrateira, cintilava o seu olhar oblíquo.”
FARACO, Sérgio. “Verdes canas de agosto”. In: Doce paraíso. Porto Alegre: L&PM, 1987.
A partir de uma leitura atenta do fragmento do conto, percebe-se a voz de