Um dia, os jornais da Europa inteira estamparam o nome de Olga Benário depois que ela, ousada, liderou um comando que libertou espetacularmente o namorado comunista da prisão. Linda, inteligentíssima, capaz das maiores aventuras. Foragida da polícia [alemã], foi para a URSS. [...] Um dia, em Moscou, recebeu do Comiterm (a Terceira Internacional) a missão de escoltar um revolucionário latino-americano que lideraria a revolução antifascista em seu país. [...] era Luís Carlos Prestes. [...] Prestes era baixo, franzino, feinho. Mas se ele não tinha muitos atributos físicos, certamente possuía outras qualidades, porque aquela mulher fascinante se apaixonou por Prestes. E foi correspondida. Uma história de amor. Quase como no cinema. (SCHMIDT, 2005, p. 563).
O trágico final da história de Olga Benário Prestes, enviada pela ditadura Vargas para Alemanha hitlerista e lá executada em câmara de gás, sintetiza a atuação de forças políticas antagônicas durante a ditadura do Estado Novo, no Brasil, representadas