Um dos episódios mais conhecidos nos Estados Unidos foi a greve geral ocorrida em 1 de maio de 1886 por todo o país, e Chicago foi o seu centro irradiador. Os grevistas, que recebiam salários miseráveis, exigiam carga horária de 8 horas e a mudança das relações de trabalho, marcada por jornadas de trabalho superiores a 12 horas, impostas por empresários que se recusavam a fazer concessões aos trabalhadores. Quatorze anos antes, durante o “Congresso da Internacional Antiautoritária” ocorrido no vilarejo de Saint-Imier, na Suíça, entre os dias 15 e 16 de setembro de 1872, Mikhail Bakunin, James Guillaume e algumas federações anarquistas adotaram uma série de disposições referentes às obrigações das associações internacionais de trabalhadores. As disposições reafirmavam o papel pioneiro dos anarquistas nas lutas operárias na condução e participação das maiores greves e manifestações públicas daquele período. Assim, a greve geral ocorrida nos Estados Unidos é considerada como uma das mais representativas quando 340 mil trabalhadores exigiram nas ruas a jornada de trabalho de 8 horas. O desenlace desse acontecimento resultou no massacre da praça de Haymarket, que é considerado o evento fundador do movimento operário. Sobre a participação dos anarquistas nos principais movimentos sociais dos séculos XIX e XX, é INCORRETO afirmar.