Um estudo profundo sobre a anemia falciforme, doença que ataca particularmente as pessoas negras, vai contribuir para o tratamento de pacientes com esta moléstia. A pesquisa — uma tese de livre docência de um professor-doutor — revelou que um em cada 500 negros brasileiros apresenta esta grave doença genética.
A anemia falciforme é causada pela substituição de um simples aminoácido na proteína hemoglobina das hemácias. Teores baixos de oxigênio no sangue fazem com que as células com hemoglobina alterada passem a ter forma de foice, desencadeando uma série de sintomas, como acidentes vasculares provocados por aglutinação de hemácias, suprimento deficiente de sangue no corpo, alterações cardíacas, e, consequentemente, insuficiência cardíaca, que pode ser fatal.
Os indivíduos heterozigotos para a anemia falciforme, aos quais se refere como indivíduos com traço de anemia falciforme, produzem hemoglobina dos tipos normal e alterado e são saudáveis, embora uma fração deles apresente alguns sintomas da doença em situações de redução de oxigênio. Os indivíduos falcêmicos e os que produzem, apenas, hemoglobina normal são sempre homozigotos.
A partir da análise do texto, é correto afirmar sobre a herança da anemia falciforme: