Um fertilizante poderoso
Plantas e grãos encontrados nos registros arqueológicos sugerem que a agricultura praticada na região norte do Chile sustentou por séculos grandes assentamentos humanos, antes mesmo do Império Inca. Estranhamente, essa região é dominada pelo deserto do Atacama. Porém, a resposta está na análise química da composição de amostras de 12 alimentos com idade entre 3 mil e 550 mil anos em sítios arqueológicos da região de Tarapacá, que mostrou um aumento na concentração de nitrogênio a partir do ano 900. Essa mudança na composição dos alimentos é atribuída à adubação das plantações com guano, excremento das aves marinhas, um dos fertilizantes naturais mais ricos em nitrogênio. A hipótese é de que o guano seria retirado de depósitos no litoral do Chile e do Peru e transportado em caravanas de lhamas por dezenas de quilômetros.
(Revista Pesquisa Fapesp, abril de 2021, p. 15. Adaptado)
Em um experimento, pesquisadores mantiveram uma linhagem de bactérias em meio de cultura em que todo o nitrogênio disponível estava na forma do isótopo 15N. Depois de muitas gerações, todas as moléculas nitrogenadas nessas bactérias continham exclusivamente esse isótopo. Os pesquisadores, então, retiraram uma amostra de bactérias dessa cultura e colocaram em um meio contendo apenas o isótopo 14N e após uma divisão celular analisaram o DNA bacteriano.
Nessas moléculas, a proporção 14N:15N encontrada foi de