“um mulatinho de doze anos, com cara de malandro e uma invencível predileção pelas roupas sujas e pelas cambalhotas que se tornaram sua maneira habitual de andar; sua obrigação é a de espantar moscas durante o almoço, junto à mesa, com uma bandeirola (que é agora marrom-cinza, seja lá o que tenha sido antes). E me parece mais intolerável que as próprias moscas. Além disso, o menino deve servir o café... bebida que se toma quatro vezes ao dia”
Citado por Maria Cristina Luz Pinheiro Adaptado de Das cambalhotas ao trabalho: a criança escrava em Salvador, 1850-1888.
Dissertação de Mestrado, UFBA, 2003. No Rio de Janeiro, já houve 18 acidentes de trabalho registrados entre menores este ano. No ano passado, foram 94. Os acidentes acontecem mais entre trabalhadores informais sem a ocupação informada. Essas ocorrências respondem por 39% dos acidentes registrados no ano passado no estado. Vêm a seguir atendentes de lanchonete, serventes de obra, repositores de mercadoria e pedreiros.
Adaptado de oglobo.globo.com, 19/05/2014.
Tanto o primeiro texto, com o relato de um estrangeiro na Bahia no século XIX, quanto o segundo, uma notícia de jornal do século XXI, revelam a permanência do seguinte problema social: