Um novo tipo de circuito eletrônico que se dissolve em contato com líquidos, após cumprir sua função, acaba de ser desenvolvido por uma equipe internacional de cientistas. O circuito eletrônico biodegradável é um chip que apresenta componentes que se dissolvem em água ou em fluidos corporais porque têm dimensões nanométricas. Quem controla a dissolução do conjunto é seu envoltório, feito de seda, especialmente produzida pelo bicho-da-seda. Para garantir a característica semicondutora dos elementos ativos do chip e permitir o seu funcionamento, usou-se o silício, o material mais apropriado para essa função. Um circuito eletrônico, além dos elementos ativos, contém vários elementos passivos, como resistores, capacitores e indutores, nesse caso, fabricados com nanofios de magnésio e óxido de magnésio, que têm dissolução quase imediata quando entram em contato com o meio aquoso. Essa nova classe de dispositivos biodegradáveis tem grande aplicação na medicina porque apresenta biocompatibilidade e quantidades de substâncias muito menores do que aquelas usadas em procedimentos médicos corriqueiros, como cirurgias intravasculares, encapsulamento de medicamentos e suturas.
(SANTOS, TIRABOSCHI, 2012).
Admitindo-se hipoteticamente que o percentual de funcionalidade do chip decresça em t dias de acordo com o modelo exponencial f(t) = Ca–kt –150, em que C, a e k são constantes reais, a > 0 e a ≠ 1, e considerando-se que o circuito biodegradável é totalmente funcional no dia 0 e tem a metade de sua funcionalidade no dia 20, pode-se estimar corretamente que a queda de funcionalidade nos 40 primeiros dias é de