Um pai comprou para o filho um cofrinho para guardar moedas. Depositando frequentemente moedas, o pai estranhou que o peso do cofrinho não aumentava. Descobriu, então, que o filho tinha um jeito de retirar as moedas do cofre para comprar doces sem deixar vestígios. O pai decidiu apelar para a propriedade de dilatação dos corpos para resolver o problema. Comprou um novo cofrinho com uma abertura de 2,9 cm de comprimento, que, portanto, não permitia passar moedas com, por exemplo, 2,95 cm de diâmetro, as mais valiosas. Contudo, o pai conseguia colocar as moedas, pois aquecia o cofre até o ponto em que a moeda passava, e, quando ele esfriava, não era possível retirar a moeda com o cofrinho na temperatura ambiente. Tomando o comportamento da abertura do cofrinho como equivalente a de um fio de 2,9 cm de comprimento e coeficiente de dilatação linear de 50 x 10-5 ºC-1, a qual variação de temperatura deve ser submetido o cofre para que a abertura chegue ao comprimento de 3,0 cm? Ignore aspectos envolvendo a dilatação térmica da abertura em qualquer outro sentido que não o referido.