“Um romano enriquecia em parte à custa dos cofres públicos; um governador recebia escusamente colossais quantias para sua missão e jamais prestava contas; sob a República, tais quantias representavam a maior parte do orçamento do Estado. [...] Por isso os governadores romanos apoiavam os mercadores romanos: corrupção, e não ‘imperialismo econômico’. Até o último século era honesto enriquecer como governante.”
(VEYNE, Paul. O império romano. In: VEYNE, P. (Org.). História da vida privada – vol. 1: do Império Romano ao ano mil. São Paulo: Companhia das Letras: 2009, p.96-7).
“...o vocabulário do Antigo Regime registrava uma rica gama de comportamentos ilícitos, identificados por palavras como abusos, violências, excessos e ilicitudes, que recobriam, por sua vez, práticas como contrabando, venda de cargos e sentenças, favorecimento de particulares, entre outras. Tais práticas ultrapassavam a dimensão meramente econômica para abarcar também aspectos mais estritamente políticos, como eram o abuso de autoridade, a falta de lealdade ao rei ou o atropelo das jurisdições. É, portanto, legítimo o uso do conceito de corrupção para a sociedade da Época Moderna , não como sinônimo de práticas tidas então por delituosas, mas como sinônimo dos seus efeitos desagregadores sobre a República...
(ROMEIRO, Adriana. A corrupção na Época Moderna - conceitos e desafios metodológicos. Revista Tempo, Rio de Janeiro, vol. 21, nº 38, jul./dez. 2015).
Os textos acima abordam o grave problema da corrupção na administração pública, em épocas diferentes. Partindo da leitura de ambos, e considerando os seus conhecimentos, assinale a alternativa correta: