Um tubarão de meio metro e um peixe cabeça de geleia. Esses são alguns animais marinhos muito raros capturados por pesquisadores do Projeto Tamar, na Bahia. Até agora, são dez espécies que nunca tinham sido vistas no Atlântico Sul.
Os peixes foram capturados entre 200 e 1.200 metros de profundidade. Muitos chegaram à superfície mortos, mas alguns sobreviveram e foram levados para a base do Tamar na Praia do Forte, onde ganharam um espaço especial: escuro e frio, como no fundo do mar.
(Disponível: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/01/pesquisadores-encontram-peixes-estranhos-no-litoral-da-bahia.html Acesso: 02 set. 2015.)
A vida no meio profundo originou várias respostas, a nível adaptativo, como a ausência de olhos em algumas espécies e o alongamento de apêndices, garantindo uma melhor percepção sensorial. Segundo a teoria sintética da evolução, as adaptações encontradas nos animais de grandes profundidades podem ser assim explicadas: