“Uma coisa ninguém discute: se Zacarias morreu, o seu corpo não foi enterrado.
Aúnica pessoa que poderia dar informações certas sobre o assunto sou eu. Porém estou impedido de fazê-lo porque os meus companheiros fogem de mim, tão logo me avistam pela frente. Quando apanhados de surpresa, ficam estarrecidos e não conseguem articular uma palavra.
Em verdade morri, o que vem ao encontro da versão dos que creem na minha morte. Por outro lado, também não estou morto, pois faço tudo o que antes fazia e, devo dizer, com mais agrado do que anteriormente.”
(RUBIÃO, Murilo. “O pirotécnico Zacarias”. In: O pirotécnico Zacarias. São Paulo: Companhia das Letras, 2010)
Apartir desse trecho do conto, podemos afirmar que