Uma diferença radical na organização do SUS foi o grau de descentralização adotado no País: escolheu-se o município como núcleo básico organizacional do sistema. O funcionamento sistêmico seria garantido pela atuação integradora das Secretarias de Estado e pelo Ministério da Saúde. Contudo, o resultado dessa opção gerou efeitos paradoxais: propiciou a existência de experiências exitosas em municípios com contexto favorável – que serviu para demonstrar que o modelo SUS era possível e efetivo –, mas instalou, também, uma fragmentação do sistema, já que cada município tem autonomia para definir sua própria política de gestão e de atenção à saúde. Essa construção municipal do SUS tem gerado iniquidade e desigualdade.
(Souza Campos, Gastão Wagner de. Proposta para tornar o SUS uma utopia possível. REVISTA SER MÉDICO. Edição 69 - Outubro de 2014. Conjuntura, págs. 24 a 27. Adaptado.)
No contexto do parágrafo, a expressão “dessa opção” tem por referente: