Uma impressionante variedade de personagens e tipos sociais transitava nas imediações dos quilombos – e ela não era necessariamente composta de negros ou cativos. Entre os nós dessa rede havia contrabandistas encarregados de negociar produtos; escravos que permaneciam nas fazendas atuando silenciosamente como canais de informação e de ligação entre diferentes quilombos; comerciantes e mascates que abasteciam tais refúgios de pólvora, aguardente, sal e roupas, além de vender os saques dos quilombolas salteadores.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado.)
O excerto