“[....] uma observação que deverá servir de base a todo sistema social: o pacto fundamental, em lugar de destruir a igualdade natural, pelo contrário substitui por uma igualdade moral e legítima aquilo que a natureza poderia trazer de desigualdade física entre os homens, os quais, podendo ser desiguais na força ou no gênio, todos se tornam iguais por convenção e direito. Afirmo, pois, que a soberania, não sendo senão o exercício da vontade geral, jamais pode alienar-se, e que o soberano, que nada é senão um ser coletivo, só pode ser representado por si mesmo. O poder pode transmitir-se; não, porém, a vontade.” (ROUSSEAU, J. J. Do contrato social. Apud ARANHA, M. L. de A. Filosofando. São Paulo: Moderna, 1993, p. 229).
A partir desse fragmento e do pensamento político de Rousseau, assinale o que for correto.
01) O contrato social para Rousseau se origina do consentimento unânime, em que cada associado se aliena de todos os seus direitos.
02) Ao alienar-se em favor da comunidade, cada associado nada perde, pois, como povo incorporado, mantém sua soberania.
04) A soberania do povo para Rousseau é inalienável, ou seja, não pode ser representada.
08) Como a vontade geral é a soma da vontade de todos (considerados individualmente), ela não pode ser a expressão da lei.
16) O homem, no pensamento político de Rousseau, é livre na medida em que oferece o livre consentimento à lei.