Uma pesquisa liderada pela cientista Patrícia Yager, da Universidade da Geórgia, mostrou que são mais de 27 milhões de toneladas de matéria orgânica transportadas por ano pelo rio Amazonas.
Esse material atinge várias regiões do Oceano Atlântico, inclusive regiões que estão bem longe do local onde o rio se encontra com o mar, como o Caribe.
Esses compostos têm origens diversas, mas, em geral, são produzidos a partir dos restos de plantas, animais e outros seres vivos que habitavam o rio, bem como pelas queimadas que ocorrem na floresta.
À medida que as águas do rio avançam para o oceano, esses compostos sofrem sucessivas transformações: são degradados por bactérias e outros microrganismos (biodegradação) ou pela luz (fotodegradação) e podem também gerar moléculas mais complexas. Embora ocorram simultaneamente, alguns processos são mais intensos em certos trechos do percurso.
No material vindo do rio, a proporção de hidrogênio é menor do que a de carbono, indicando que ali as moléculas orgânicas são mais complexas. Nas amostras coletadas no mar, a situação se inverte, e a proporção de hidrogênio supera a de carbono, sinal de moléculas orgânicas mais simples, resultado da degradação das complexas.
Disponível em: http://clickeaprenda.uol.com.br/portal/mostrar Conteudo.php?idPagina=35733/. (Adaptada). Acesso: 16 de julho de 2016.
Em função do que afirma o texto, qual molécula poderá ser encontrada no material que foi colhido no rio?