“V. Excelência deve saber das contínuas revoltas de escravos que se dão nas Fazendas desta província e da atitude que os mesmos têm tomado de uns tempos para cá. As sociedades libertadoras e abolicionistas crescem de momento a momento e se tornam mais exigentes e desrespeitosas do legítimo direito da propriedade escrava (...). Estando as cousas nesse estado, Exmo. Sr. tem como justo o fundamento que de um momento para outro revoltem-se muitos escravos existentes nas diversas fazendas e que unidos com o desta Capital e com um grande grupo de desordeiros que por aí anda, perturbem a tranquilidade pública de modo considerável” (Apud MACHADO, Maria Helena. O plano e o pânico. RJ; SP: UFRJ; EDUSP, 1994, p. 71).
O trecho acima faz parte de um Ofício enviado pelo Chefe de Polícia de São Paulo ao Presidente da Província, em 1883. De acordo com o texto, é possível afirmar que: