Uma vez que um certo nível de riqueza foi alcançada, como, na Europa e no Japão, o objetivo das pessoas não são bens, mas, em vez disso, aquilo que está se chamando de “serviços pós-materiais” que transcendem os bens. Esses benefícios das sociedades pós-industriais não necessariamente aumentam com a renda.
A política pública é necessária para educar os cidadãos sobre a felicidade coletiva. As pessoas podem fazer escolhas erradas que, por sua vez, podem desviá-las da felicidade. Planejamentos de política pública corretos podem lidar com tais problemas e reduzi-los, impedindo assim que ocorram em larga escala.
O PIB é uma acurada métrica para se determinar tudo aquilo que é produzido e consumido através de transações monetárias, portanto o PIB é parte integrante do FIB, uma vez que o crescimento econômico promove o bem-estar e a felicidade dos mais pobres. No entanto, o PIB não mede o tempo livre e nem tampouco o trabalho voluntário, não remunerado, revelando um sério preconceito contra trabalho voluntário e lazer. Todavia o trabalho não remunerado e voluntário contribui para a felicidade e o bem-estar. Cuidar de crianças e idosos, bem como o trabalho doméstico, são serviços não remunerados que se
dão à margem das transações do mercado. Essas atividades não estão precificadas e são executadas por aqueles cuja motivação está acima do ganho financeiro.
Embora a desigualdade possa ser medida separadamente por um índice específico para esse fim, o PIB em si é cego para a injustiça econômica. Durante o consumo de bens e serviços, a métrica daquilo que nos proporciona felicidade é relativa, em comparação àquilo que os outros estão consumindo.
Se a comparação afeta o bem-estar subjetivo, a desigualdade continuará a ter poderoso efeito negativo na felicidade enquanto uma desigual distribuição de riqueza persistir.
URA, Dasho Karma. Felicidade Interna Bruta. Disponível em: http://www.org.br/direitos/ felicidade/dasho-karma-explica-fib. Acesso em: 24 fev. 2014. Adaptado.
Uma avaliação das possibilidades da disseminação dos “serviços pós-materiais que transcendem os bens” referidos no texto deve levar em conta