Num mundo ideal, o cronista funcionaria como o paciente de Lacan. Ficaria por aí, tocando sua vida, indo ao banco, almoçando no quilo, olhando vitrines atrás de um presente de Dia das Mães, até que surgisse uma ideia. Imediatamente, ele encontraria uma praça, se acomodaria num banco – se possível fosse, até alugaria um quartinho de hotel –, tiraria o laptop da mochila e escreveria seu texto, com todos os ingredientes colhidos na hora.
Um romancista não precisa levar o laptop na mochila. Suas ideias podem amadurecer antes de ir pro papel. Ele está contando uma longa história, é bom que tenha algumas pistas de para onde está indo. Já o cronista, quanto mais cego ao iniciar seu passeio, maiores as chances de conhecer lugares novos no caminho.
PRATA, A. Trinta e poucos. São Paulo: Cia. das Letras, 2016.
Nesse texto, a reflexão acerca dos processos de elaboração que resultam em crônica ou em romance baseia-se na
Resolução passo a passo com explicação detalhada
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FCMSCSP 2026
Questão 1
Para responder às questões de 01 a 06, leia o capítulo intitulado "A borboleta p
FCMSCSP 2026
Questão 2
Para responder às questões de 01 a 06, leia o capítulo intitulado "A borboleta p
FCMSCSP 2026
Questão 3
Para responder às questões de 01 a 06, leia o capítulo intitulado "A borboleta p
UNESP 2026
Questão 4
Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nh