(...) Os originais do Livro de Isaías e outros Manuscritos do Mar Morto já podem ser consultados na internet com alta resolução e tradução imediata. (adaptado de O Profeta Digital, em Revista Veja. São Paulo, nº 40, ano 44, Ed. 2237, PP. 98-99). A matéria nas páginas da Revista Veja expõe o constante interesse em ter acesso direto aos documentos para se ter uma leitura e compreensão deles sem interferência alheia. Essa necessidade foi estabelecida a partir do movimento Renascentista no século XVI europeu, mas já era usada pelos reformadores religiosos do final da Idade Média.
Tendo como base esses contestadores da ordem católica e sua relação com a liberdade que o acesso ao conhecimento permite, considere as afirmações abaixo:
I. O teólogo inglês John Wycliff (1320-1384) traduziu a Bíblia para o seu idioma como forma de acessibilizar os escritos religiosos e dar maior liberdade de consciência aos fieis.
II. Jan Huss (1369-1415), teólogo, seguidor da Bíblia de Wycliff, também traduziu a Bíblia para o idioma tcheco, fato que acabou levando-o à fogueira da Inquisição.
III. Martinho Lutero (1483-1546), teólogo alemão, traduziu o Novo Testamento para o idioma germânico, permitindo uma leitura individualizada fiel da Bíblia, levando a uma liberdade de consciência maior.
IV. John Wycliff, Jan Huss e Martinho Lutero faziam parte do mesmo movimento de contestação ao poder da Igreja Católica na Europa seiscentista, contudo Lutero foi o único que realmente traduziu a Bíblia direto do grego, enquanto os outros dois traduziram-na do latim.
V. Apesar do ideal Humanista expresso nos trabalhos dos tradutores da Bíblia para as línguas nacionais, a barreira do analfabetismo e a dificuldade financeira em adquirir o livro sagrado do cristianismo foram fatores que pararam as traduções, sendo retomadas apenas após a Revolução Industrial.
Estão corretas, apenas: