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TEXTO
Orégano e cravo podem virar aliados contra o Aedes aegypti
Larvicida pode estar disponível até o ano que vem, acredita pesquisadora.
Por Raquel Sodré.
Desde o início do surto de zika, em setembro do ano passado, muitas pesquisas têm tido como
foco o controle do transmissor do vírus, o mosquito Aedes aegypti. Um desses trabalhos, desenvolvido
[5] desde 2013 na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) em parceria com a
Fundação Ezequiel Dias (Funed), traz resultados animadores e poderá transformar orégano e cravo-daíndia
em venenos contra o mosquito.
A pesquisa é liderada pela bióloga e professora de biologia molecular Alzira Batista Cecílio. Ela
e sua equipe pesquisaram mais de 20 plantas que poderiam ter efeito no combate ao inseto, que, além
[10] do zika, também transmite dengue e febre chikungunya. O que os cientistas descobriram foi que os
óleos essenciais do orégano e do cravo têm 100% de eficácia na eliminação das larvas do inseto.
“Testamos e retestamos, e ambos mataram todas as larvas do mosquito em 24 horas”, garante a
professora.
Agora, a equipe investiga a composição desses óleos – o que há neles que mata as larvas – e
[15] também a melhor forma de transformar esses compostos naturais em um larvicida que possa ser
comercializado no mercado. A expectativa da professora é que, até o ano que vem, a população possa
contar com um novo produto nas prateleiras dos supermercados.
“Acredito que até o meio deste ano consigamos patentear a fórmula. Depois, para a fase de
registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), acho que mais uns seis meses”, calcula.
[20] Fases. Os cientistas estão trabalhando também para descobrir se os óleos essenciais de orégano e
cravo são eficientes no combate a outras fases do mosquito. Eles estão pesquisando a ação dos
compostos nas pupas e nesses insetos adultos. Dependendo do desempenho, poderá ser elaborada toda
uma nova linha de produtos, com repelentes e inseticidas, à base das plantas.
Enquanto os produtos não são elaborados, a pesquisadora alerta que não há garantias da eficácia
[25] óleos de orégano e de cravo comprados em casas de produtos naturais para combater o Aedes
aegypti.
“Os óleos com os quais fazemos nossa pesquisa são 100% puros, elaborados em laboratório.
Quanto a esses comprados no mercado, não podemos garantir a composição”, afirma. Tampouco
adianta colocar as folhas de orégano ou os cravos espalhados em casa para espantar o mosquito,
[30] segundo a pesquisadora.
Além disso, Alzira ressalta que, apesar de o resultado de suas pesquisas ser promissor, não se
pode relaxar no combate ao vetor das doenças. “Esses produtos serão mais uma ferramenta, mas a
eliminação dos criadouros ainda é necessária”, destaca.
Borrifada
[35] Tubos. Segundo a bióloga Alzira Batista Cecílio, responsável pelos estudos, bastou uma
borrifada em larvas do Aedes dentro de tubos de ensaio para que elas morressem em 24 horas. “Esses
produtos serão mais uma ferramenta (contra o Aedes aegypti), mas a eliminação dos criadouros ainda é
necessária”.
Alzira Batista Cecílio - Bióloga, autora do estudo. Disponível em: . Acesso em: 10 abr. 2016. Adaptado.
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