Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mesa para todos
Os dados, divulgados pela primeira vez em 2013, continuam chocantes. Segundo as Nações Unidas, um terço dos alimentos produzidos pela humanidade é descartado. Nos países pobres, por problemas com armazenamento e transporte. Nos ricos, por razões estéticas ou pelo mau hábito de se comprar mais que o necessário. (O Brasil, com sua histórica desigualdade socioeconômica, aparece nos dois contextos.) Tal desperdício é um escândalo brutal e silencioso em um mundo no qual cerca de 800 milhões de pessoas não têm garantia de alimento disponível todos os dias. Em escala global, jogam-se fora 1,3 bilhão de toneladas de comida por ano, montante que daria para alimentar mais que o dobro desse contingente de vulneráveis.
“O desperdício de comida é moralmente intolerável”, diz Elizabeth Royte, autora da reportagem de capa desta edição. A jornalista observa ainda em seu precioso texto que plantar e não consumir implica também num tremendo desperdício de água, combustível e outros insumos – surge, a reboque, o problema ambiental.
Elizabeth nos apresenta pessoas dispostas a mudar isso. O britânico Tristram Stuart viaja mundo afora em busca de produtores e vendedores, recolhendo deles frutas, legumes e verduras, com os quais mobiliza outros ativistas na preparação de festivos e didáticos banquetes públicos. O boa-praça Tristam é daqueles que, tipicamente, fazem muito barulho, necessário barulho – sempre o primeiro passo para que medidas mais abrangentes, envolvendo governos e mercados, sejam tomadas.
RIBEIRO, Ronaldo. Mesa para todos. National Geographic. 26 fev. 2016. Disponível em: . Acesso em: 3 mar. 2016 (Adaptação).
Releia o trecho a seguir.
“A jornalista observa ainda em seu precioso texto que plantar e não consumir implica também num tremendo desperdício de água, combustível e outros insumos – surge, a reboque, o problema ambiental.”
Assinale a alternativa cuja palavra acrescentada altera o sentido original do trecho.