“O povo que V. Sa. vai governar é obediente e fiel a El Rei, a seus governadores e seus ministros, é humilde, amante do sossego e da paz... a razão natural ensina que a obediência forçada é violenta e suspeitosa, e a voluntária segura e firme... não altera coisa alguma com força ou violência; porque não é preciso mudar costumes inveterados, ainda que seja escandalosos... Contudo quando a razão o permite, e é preciso desterrar abusos e destruir costumes perniciosos a benefício do Rei, da justiça e do bem comum, seja com muita prudência e moderação: que o modo vença mais que o poder.”
nstrução do Marquês de Pombal ao governador do Mato Grosso, em 1767. In: FURTADO, João Pinto. Inconfidências e conjurações no Brasil: notas para um debate historiográfico em torno dos movimentos do último quartel do século XVIII. In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima. Coleção Brasil Colonial, 1720-1821. V. 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. p. 651.
“Todos, ou a maior parte dos régulos e levantados motores das precedentes desordens se achavam em Minas Gerais à sombra do perdão geral que haviam obtido, [...] e todos, cada um a seu modo, com maior ou menor influência nos povos, e proporcionalmente com um grande número de escravatura, que conduziam a seu arbítrio; sendo o grande objeto dos referidos magnatas e potentados a independência das leis e do governo; e o mais favorecido sistema, assim deles como dos povos, a isenção de pagarem quinto e fraudarem a real fazenda por todos os modos possíveis.”
Instrução de Martinho de Mello e Castro, em janeiro de 1788, ao novo governador nomeado para Minas. In: FURTADO, João Pinto. Inconfidências e conjurações no Brasil: notas para um debate historiográfico em torno dos movimentos do último quartel do século XVIII. In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima. Coleção Brasil Colonial, 1720-1821. V. 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. p. 649.
Os movimentos rebeldes do final do século XVIII são geradores de muitos debates e explicações. A confrontação desses dois textos indica que uma das causas do movimento de Minas Gerais, de 1789, é a