COVID-19 é o nome atribuído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) à doença provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2. O espectro clínico desta nova doença vai desde a ausência de qualquer sintoma até formas de pneumonia grave, síndrome de dificuldade respiratória do adulto, choque séptico e morte. Os doentes mais velhos, do sexo masculino e que têm comorbidades associadas como doenças cardiovasculares (DCV), obesidade e/ou diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2 (DMT1, DMT2), têm um risco aumentado de apresentar um quadro clínico mais grave. Os estudos clínicos já publicados documentaram que as DCV e a diabetes mellitus (DM) são comorbidades mais frequentemente associadas com a necessidade de admissão em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) e que os doentes com DM têm pior prognóstico e uma maior probabilidade de infeções graves por COVID-19. Em vários estudos foi documentado que quadros clínicos de hiperglicemia são fatores de risco para a proliferação do SARS-CoV-2. Situações de hiperglicemia associam-se também à diminuição dos mecanismos imunológicos de defesa, tornando estes doentes mais vulneráveis. Esta maior suscetibilidade poderá também ser justificada pelo fato destes doentes apresentarem uma maior expressão da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA-2), que funciona como um receptor para o SARS-CoV2. (L. Prada, J. Ferreira.COVID-19, Diabetes e Vacinas. Revista Portuguesa de Diabetes. 2020;15(4):131-138).
Utilizando seus conhecimentos biológicos sobre a Diabetes mellitus e a COVID-19, julgue as afirmativas abaixo:
I - Quadros de hipoglicemia elevam a suscetibilidade e a gravidade da infecção pelo SARS-CoV-2.
II - O receptor ECA-2 é encontrado nas células pancreáticas, especificamente as células alfa, que produzem o hormônio relacionado à diminuição da taxa glicêmica no organismo, assim a destruição destas células pelo vírus agravam o quadro clínico dos pacientes de DM.
III - No organismo humano são produzidos dois hormônios relacionados ao controle da glicemia - a insulina e o glucagon. Estes possuem ações antagônicas, onde o primeiro diminui a taxa glicêmica na corrente sanguínea e o segundo promove elevação desta taxa.
IV - Pacientes portadores de DM não podem ser vacinados contra a COVID-19 pois seu quadro clínico diminui a resposta imunológica do indivíduo tornando a vacina ineficaz.
V - A vacina contra a COVID-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac Biotech produz resposta imunológica ativa, promovendo, assim, a produção de anticorpos conta o vírus causador da COVID.
Após a análise das afirmações podemos assinalar que: