PARTE I
Lira I
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d’expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos inda não está cortado:
Os Pastores, que habitam este monte,
Respeitam o poder do meu cajado:
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Que inveja até me tem o próprio Alceste:
Ao som dela concerto a voz celeste;
Nem canto letra, que não seja minha,
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. Biografia e introdução de M. Cavalcanti Proença. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. (Biblioteca Folha; 12).
Leia as assertivas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a(s) correta(s).
Resolução passo a passo com explicação detalhada
Literatura > Movimentos e Períodos Literários > Arcadismo
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UNESP 2026
Questão 9
Para responder à questão, leia o primeiro poema da seção intitulada "Homenagem a
FCMSCSP 2025
Questão 2
Parece, ou eu me engano, que esta fonte De repente o licor deixou turvado; O Céu
FCMSCSP 2025
Questão 4
Párece, ou eu me engano, que esta fonte De repente o licor deixou turvado; O Céu
FAMEMA 2024
Questão 4
Leia o poema do poeta romântico Fagundes Varela, para responder à questão. A vid