Leia a informação publicada no jornal O Dia, em janeiro de 2019:
A Justiça do Rio mandou soltar Leonardo Almeida dos Santos, preso pela morte de Matheus Lessa, em Guaratiba, na Zona Oeste. A família e amigos protestavam desde a sua prisão, alegando a sua inocência. Câmeras ajudaram a provar a sua inocência. As gravações foram conseguidas pela família e apresentadas à polícia. O delegado Evaristo Pontes voltou atrás ao apontar Leonardo como o autor e foi pessoalmente ao Tribunal de Justiça pedir a sua soltura. Os verdadeiros responsáveis pelo crime foram identificados e um deles, com o qual Leonardo foi confundido, foi preso e confessou ter matado o jovem.
[...]
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, inicialmente, Leonardo foi apontado por testemunhas como o autor “em razão da semelhança física com Yuri”. Apesar dos protestos e do vídeo que mostrava a vítima em outro ponto aproximadamente no horário do crime, somente com a prisão de Yuri Gladstone Guimarães o latrocínio foi esclarecido e Leonardo inocentado [...].
“As quatro pessoas confirmaram, de forma muito contundente e não tiveram dúvidas em apontar o Leonardo como sendo um dos autores desse latrocínio e autor do disparo da arma de fogo que vitimou o Matheus”, disse Pontes ao Fantástico [...]. Os parentes de Matheus Lessa estiveram na DH-Capital novamente e prestaram um novo depoimento.
[...] a Polícia Civil diz que “após investigações e, diante das revelações de Yuri esclarecendo o caso, a Delegacia de Homicídios requereu a revogação da prisão de Leonardo. Ele havia sido preso no dia 16 de janeiro, com base no reconhecimento pessoal de quatro testemunhas que estavam no local do crime, o que ensejou a prisão em flagrante pela Justiça.”
[...]
No depoimento, Yuri reforçou a tese de que atirou em Matheus dos Santos Lessa, filho da dona do supermercado, quando ele tentou defender a mãe. O assalto, seguido de morte, rendeu aos acusados R$ 30 e um celular, roubado de uma cliente.
[...]
(Disponível em: https://odia.ig.com.br/rio-de- -janeiro/2019/01/5613829-justica-manda-soltar-homem- -preso-injustamente-por-morte-em-guaratiba.html#foto=1. Acesso em: 24 jan. 2019. Adaptado.)
Analise as assertivas a seguir, considerando as posições morais das correntes filosóficas em relação aos fatos retirados do texto lido:
I. Segundo Aristóteles, todas as coisas têm uma finalidade e isso leva todos os seres vivos a se desenvolverem de um estado de imperfeição a outro de perfeição. Infelizmente, porém, nem todos têm a oportunidade de cumprir o ciclo em sua plenitude. No texto, quando o delegado Evaristo Pontes volta atrás ao apontar Leonardo como autor do crime, ele cumpre seu papel de delegado, chegando a uma compreensão acurada dos fatos.
II. Segundo Kant, ao voltar atrás em sua investigação, o delegado o fez por uma boa vontade, ou seja, ele agiu dessa forma porque é uma pessoa que age de boa vontade quando decide fazer suas investigações. Ele o faz porque acha que é seu dever: age a partir de um senso de obrigação moral. Nesse caso, sua ação é moral deontológica.
III. Segundo Hobbes, o prazer e a felicidade têm valor intrínseco. São o que todos nós queremos e são os objetivos finais que todas as nossas ações visam. Algo é bom se promover a felicidade e é mau se produzir sofrimento. Portanto, ao ser decretada a prisão de um homem inocente, Leonardo, esse ato foi amoral, já que causou um desprazer e uma infelicidade, conforme afirma Hobbes.
IV. Segundo Habermas, a positivação da lei contida nos códigos, mesmo sem o consentimento da participação popular, garante a solução moral de conflitos de ação. Portanto, as ações tomadas pelo delegado e pela Justiça foram sempre morais, pois no final da investigação Leonardo foi solto e Yuri foi preso.
Em relação às assertivas analisadas, assinale a única alternativa que apresenta os itens em que as afirmações estão corretas: