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Texto
E se todo mundo ficasse cego?
Para José Saramago seria o caos. Em seu livro Ensaio sobre a Cegueira, o mundo praticamente acaba enquanto a humanidade vai perdendo a visão. Mas para a ciência as coisas poderiam tomar um caminho diferente. “Há várias tecnologias que ajudariam: bengalas ultrassônicas que poderiam indicar se há objetos pela frente ou até robôs que atuariam como cães-guias”, diz o especialista em robótica Darwin Caldwell, diretor do Instituto Italiano de Tecnologia. Além disso, precisaríamos de coisas como carros que andassem sozinhos e máquinas capazes de substituir médicos em cirurgias. Mas como esses carros-robôs e outros aparelhos seriam construídos sem ninguém para ver que peça apertar? Fábricas totalmente automatizadas também não estão longe de ser realidade. “Robôs seriam capazes de se autoconstruir”, diz Ken Young, presidente da Associação Britânica de Automação e Robótica. Ou seja: se a cegueira generalizada se espalhasse devagar, daria para a gente remodelar o mundo – mudando tudo para que nada mude. Com algumas adaptações, claro.
“Teríamos que aprender novas maneiras de lidar com computador, por exemplo. Seria algo como tocar um instrumento musical tendo o som como a resposta para cada ação na máquina” diz o engenheiro Ken Goldberg, da Universidade de Berkeley, nos EUA. Impossível? Os cegos que usam computador hoje, com uma mãozinha de softwares de reconhecimento de voz e de programas que leem o que aparece na tela, provam que não. E as tecnologias que existem, ou que estão nascendo, também.
(In: Revista Superinteressante, 264/abr., 2009)
Com a generalização da cegueira, a constante modernização de equipamentos eletrônicos e cibernéticos proporcionaria para o ser humano, além da manutenção das interações sociais: