I.
A constante veiculação de notícias na TV e em outros meios de comunicação, envolvendo grupos indígenas de diversas partes do país em busca da posse de terras cuja presença ancestral lhes outorga o direito de legítimos donos ou mesmo de seus rituais e danças, deve chamar a atenção dos potiguares, habitantes do Estado do Rio Grande do Norte. Por outro lado, pode ser que tais notícias nem façam parte do rol de interesses dos norte-rio-grandenses. Afinal de contas, o Piauí e o Rio Grande do Norte, segundo a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), não possuem, oficialmente, populações indígenas. Ironicamente, os naturais ou habitantes do Rio Grande do Norte são chamados de potiguares, numa alusão aos índios Potiguar, que habitavam a costa do estado, quando os europeus aí aportaram.
II.
No correr do século XIX, os índios apareceriam nos Censos Demográficos e na documentação judicial da Comarca do Caicó sob a denominação de caboclos, demonstrando que, mesmo sob a marca da discriminação e do preconceito, teimavam em resistir. Os epílogos desta pesquisa nos mostram que muito do que se publicou sobre a História do Rio Grande do Norte precisa ser revisto, especialmente os escritos que tocam na presença indígena no estado, e com mais particularidade, no interior. No caso do Sertão do Seridó, é preciso que se reveja, também, o papel que os diferentes grupos sociais, incluindo os índios, mamelucos e homens de cor (negros, pardos e mulatos, por exemplo) tiveram, na constituição das famílias e da cultura da região. Caso prossigam com êxito as pesquisas sobre as populações indígenas no Rio Grande do Norte, quem sabe um dia possamos falar da sua presença nos dias atuais, se ressurgirem através do processo da etnogênese.
(A CONSTANTE..., 2009).
Em relação à presença indígena no Rio Grande do Norte, é correto afirmar: