A covid-19 acelerou uma tendência observada desde a década de 2010, relacionada ao capitalismo de plataforma, que mostrou o seu potencial em manter a atividade do comércio eletrônico, facilitando o trabalho e o ensino a distância, explorando vias abertas em novos setores (veículos autônomos, exploração comercial do espaço, telemedicina, equipamentos médicos). Por sua vez, os economistas apostaram em seu sucesso em longo prazo, em um contexto de declínio da economia tradicional. Esse capitalismo transnacional invasivo parece ter saído ainda mais poderoso da crise sanitária.
(Robert Boyer. “Uma pandemia, dois futuros”. Le monde diplomatique Brasil, 2020. Adaptado.)
O autor argumenta que a pandemia atual