No dia 26/11/2013, conforme noticiado no Jornal A Crítica (www.acritica.com.br), uma estudante de 17 anos faleceu em Parintins após consumir tucumã que poderia estar contaminada por um produto normalmente conhecido como carbureto (carbeto de cálcio). Posteriormente, o fato da morte foi atribuído, provavelmente, à falta de higiene no manuseio do fruto. O carbureto é um produto químico muito utilizado para acelerar o processo de maturação de frutos. A técnica de amadurecimento consiste em colocar o carbureto umedecido em água em volta dos frutos, cobrindo-os com lona plástica. Na verdade o amadurecimento é provocado pelo produto da reação do carbureto com água, que gera um gás A de odor característico desagradável que é também comumente usado como combustível em maçaricos, uma vez que sua chama é extremamente quente. Para se obter uma concentração deste gás A suficiente para induzir a maturação de frutas é necessário uma quantidade mínima de carbureto de pelo menos 2,66 g. Além do gás A liberado, um segundo produto que permanece em solução aquosa é também formado no processo reacional, cuja presença de um indicador ácido-base como fenolftaleína faz a solução apresentar uma coloração rosa/avermelhada. Caso este segundo produto seja submetido a um fluxo de CO2 (por exemplo, soprando com canudo plástico não mais do que 5 minutos), há formação de um precipitado branco. Caso o tempo de borbulhamento seja superior a 5 minutos, ocorrerá progressivamente a diminuição do precipitado branco e uma mudança na coloração da solução aquosa de rosa/avermelhada para incolor.
O gás A formado tem as seguintes propriedades: