Certo dia, no século XIX, um cientista francês brilhante disse algo do tipo “Nos campos da observação, o acaso favorece apenas as mentes preparadas”. Sem dúvida muitas descobertas em ciência são intencionais, portanto esperadas, visto que são os objetivos de determinada pesquisa científica. Contudo, não foi o que ocorreu em 1938, quando um jovem cientista, Roy Plunkett, trabalhando para uma empresa privada de gases refrigerantes, os mesmos gases que mais tarde seriam responsáveis pelo buraco na Camada de Ozônio, fez uma descoberta acidental. Em um dos seus experimentos, Dr. Plunkett e sua equipe notaram que após abrir a válvula de um cilindro que continha 1.000 g de gás tetrafluoroetileno, apenas 990 g saíram do cilindro. Então para onde foram os 10 g desse gás? Certamente, Plunkett pensou como Louis Pasteur, o brilhante cientista francês do início desse texto, o qual foi responsável pela invenção do processo de pasteurização, entre outras coisas. Dr. Plunkett e sua equipe seguiram sua curiosidade e serraram o cilindro ao meio. O que eles encontram? Uma substância branca com aspecto de cera, a qual recobria a parte interna do cilindro. Curioso, Dr. Punkett testou esse novo material de várias formas e constatou que o mesmo era mais inerte que areia, resistente a ataques ácidos e alcalinos, insolúvel e resistente ao calor. O que seria esse novo material? Surge o TEFLON®, marca patenteada pela empresa DuPont, contratante do Dr. Punkett. Infelizmente, o processo de obtenção do TEFLON® era muito caro, tornando impraticável sua inserção como novo produto no mercado até aquele momento. Sua primeira aplicação foi no projeto da bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial, como selante no equipamento de separação de urânio (Química Geral e Reações Químicas, 2009). Atualmente, o TEFLON® está presente em nosso cotidiano, seja em utensílios domésticos, seja em implantes cirúrgicos.
Com base no texto descrito anteriormente, pode-se afirmar: