Maria Augusta Fonseca, professora da USP, em artigo sobre o Modernismo, diz: “Gilda de Mello e Souza, autora de uma análise interpretativa de Macunaíma, afirma que a obra é sumo da incompletude de nossa formação. A história vazada numa ‘fala impura’, permeada de ambiguidades, misto de arcaico e moderno, resume na demanda da pedra mágica a metáfora da busca de uma identidade perdida. Esperança vã de reconquista, dado o impasse criado pelo herói ao rejeitar sua própria cultura”. FONSECA, 2022, p. 547 a 579.
Sobre a fala da pesquisadora acerca do livro Macunaíma, afirma-se:
I. A busca pela muiraquitã representaria a tentativa do herói de reencontrar uma identidade que não existe, uma vez que, ao sair do Amazonas, deixar a consciência na ilha de Marapatá, embranquecer-se na água da pegada do santo, tentar viver como um paulistano, Macunaíma teria abdicado da sua cultura e de sua identidade.
II. Quando a estudiosa menciona ‘fala impura’, ‘misto de arcaico e moderno’ está se referindo à linguagem da obra, considerando principalmente a Carta pras Icamiabas.
III. A ‘incompletude de nossa formação’, pela perspectiva da pesquisadora, no livro de Mario de Andrade, pode ser contestada, afinal, no livro, o herói tem seu “pretume” lavado pela água do ‘pezão do Sumé’, marcando em si a formação e a identidade nacional: como indígena da tribo dos Tapanhumas, negro, sai do banho ‘branco louro e de olhos azuizinhos’, sintetizando a formação do povo brasileiro.
Assinale a alternativa CORRETA: