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Texto III - “Pegos pelos prazeres da boca”
“A alimentação e o padrão de vida estão intimamente associados. Uma pessoa que caminha todo dia até o trabalho necessariamente deverá ter uma alimentação mais calórica que outra que utiliza o automóvel. Fora isso, o padrão de atividade física é de certa forma socialmente determinado. As grandes cidades brasileiras, por exemplo, não são muito amigáveis com os andarilhos e é um verdadeiro risco caminhar até o trabalho hoje em dia. Em muitos lugares na Europa, ao contrário, há grande incentivo à atividade física: o transporte coletivo e a bicicleta são muito mais usados que no Brasil.(...)
O marco inicial de uma pesquisa sobre obesidade, relatada em “Vigilante do peso”, publicada originalmente em Carta Capital (...) quase coincide com o início da produção e popularização do automóvel no Brasil (...) e, talvez, com a inauguração do sedentarismo moderno. Ao lado do grande estímulo ao transporte individual e ao modo de vida ligado ao sedentarismo, o mundo moderno assistiu a uma explosão de produtos industrializados. A indústria da propaganda esmera-se em mostrar, por vezes de maneira enganosa, supostas vantagens do consumo de biscoitos recheados, falando de calorias que o consumidor não consegue avaliar bem. Por exemplo, um inocente biscoito de água e sal, emblema de comida insossa, é, na verdade, um alimento do grupo hipercalórico, pois tem mais de 400 kcal por 100 gramas. Trata-se de verdadeira bomba de calorias, e, apesar disso, inadvertidamente continua a ser consumido por pessoas que pretendem ter uma dieta hipocalórica.”
Fonte: (Adaptação do texto de autoria de Nelio Bizzo, professor de Metodologia de Ensino de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo e fellow da Society of Biology (Londres), com consultoria nutricional de Larissa Mattos – disponível em: http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/pegos-pelos-prazeres-da-boca/
No texto III, os exemplos retirados de situações do dia a dia configuram uma das estratégias utilizadas para tornar o texto mais acessível a um público não especializado.
Essa afirmação pode ser comprovada em: