TEXTO:
A leitura no Brasil
Já é lugar-comum dizer que o brasileiro não lê.
Consta que lemos apenas 1, 8 livro por ano. Há países
que alcançam 5, 7, 10 e até 15. O Brasil lê pouco, em
primeiro lugar, pelo grande contingente de analfabetos.
[5] Muitos países entraram o século 20 sem analfabetos.
Dizem que a Argentina é um deles. Pois varamos o século
XX, entramos no XXI com analfabetos puros, pessoas
que não sabem ler e escrever, e mais os chamados
analfabetos funcionais, gente que esteve na escola
[10] aprendeu a ler e a escrever, mas não é capaz de entender
o que lê, e não consegue escrever um texto simples.
Esse analfabetismo funcional tem sido
demonstrado nos diversos exames nacionais e
internacionais. Nestes últimos, promovidos com
[15] frequência pela Organização de Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE), os estudantes
brasileiros não passam dos últimos e penúltimos
lugares, entre os colegas de 30, 40 países. Tais exames
versam sobre ciências, matemática, leitura. Como é
[20] possível aprender outras disciplinas com a leitura
deficiente? A propaganda oficial garante que 97% das
crianças de sete a 14 anos estão na escola. Devia ser
100%, como manda a Constituição. Tudo bem, mas e a
qualidade? Ao lado dos analfabetos e da escola pública
[25] precária, está o preço elevado do livro, porque as tiragens
são pequenas. Há ainda a comissão das livrarias.
Outro dia um escritor dizia que parece que o Brasil
tem somente três mil leitores, com boa vontade, uma
vez tais tiragens costumam encalhar, em parte ou no
[30] todo. Finalmente, há o subemprego, os salários baixos,
o desemprego que não permitem nem aquisição de
comida, quanto mais de livros, revistas e jornais! E o
poder público não supre, como devia, a população com
bibliotecas públicas. Escolas precárias e escassez de
[35] livros não levarão o Brasil a lugar nenhum.
SIQUEIRA, Jack. A leitura no Brasil. Jornal O Tempo. Disponível em: <http://www.vivaleitura.com.br/noticiashow.asp?idnoticia=170>. Acesso em: 29 jun. 2011.
O texto apresenta algumas causas que ratificam a má qualidade da leitura no Brasil.
Dentre as citadas, a que está sem suporte textual é a que diz respeito à