Em duas décadas, a internet invadiu o dia a dia de pelo menos metade dos mais de 7 bilhões de habitantes do planeta. Ofereceu serviços preciosos e hoje é a principal fonte de informações em diversos países.
Ao mesmo tempo em que tomou o mundo de assalto, garantindo liberdade de expressão nunca antes vista, a ubíqua internet trouxe consigo a possibilidade de controle do trânsito de dados e até mesmo dos conteúdos que circulam pela rede, trazendo riscos à confidencialidade de informações de empresas e governos e à privacidade dos cidadãos.
O que era uma suspeita tornou-se certeza com as revelações do ex-técnico da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos Edward Snowden. Segundo ele, o governo norte-americano, sob a justificativa de garantir a segurança do país contra o terrorismo, bisbilhotou as comunicações eletrônicas não apenas de suspeitos, mas de pessoas, autoridades e instituições de países amigos, como Brasil e Alemanha. Mas o que viria a seguir talvez tenha sido ainda mais revelador. Apesar de as iniciativas americanas terem sido classificadas no campo diplomático como grande ofensa à soberania de nações amigas, nada de prático aconteceu. As propostas, principalmente dos países afetados, de alterar a governança da internet não prosperaram (...).
(Disponível em: http://www.senado.gov.br/.Acesso em 23.mar.2015)
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