Leia o trecho inicial do texto “Pássaros”, de Vilém Flusser, para responder a questão.
Pássaros
Não podemos mais vivenciar o seu voo como o vivenciavam os nossos antepassados: como um desejo impossível. Pássaros deixaram de ser aqueles entes que habitam o espaço entre nós e o céu, para se transformarem em entes que ocupam o espaço entre os nossos automóveis e nossos aviões de passeio. Do elo entre animal e anjo passaram a objetos de estudo do comportamento em grupos. Se quisermos enquadrar a nossa vivência de pássaros na dos nossos antepassados, deveremos dizer que para nós todos os pássaros são o que para eles eram as galinhas: entes que voam, mas precariamente. Pois tal modificação da nossa atitude com relação aos pássaros e ao voo (provocada pela aviação e astronáutica) tem efeito significativo sobre a nossa visão do mundo. Perdemos uma das dimensões do tradicional ideal da “liberdade” e perdemos o aspecto concreto da tradicional visão do “sublime”.
(Natural:mente: vários acessos ao significado de natureza, 2011.)
“Pois tal modificação da nossa atitude com relação aos pássaros e ao voo (provocada pela aviação e astronáutica) tem efeito significativo sobre a nossa visão do mundo.”
A conjunção sublinhada introduz uma oração que, em relação ao trecho que a precede, expressa: