Leia o fragmento da música Cálice, de Chico Buarque de Holanda, e trechos da peça teatral Liberdade, liberdade, de Flávio Rangel e Millôr Fernandes.
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
(HOLANDA, C. B. de; GIL, G. Cálice. In: HOLANDA, C. B. de. Chico Buarque. Polygram/Philips, 1978.)
TEREZA: Cecília Meirelles: Romanceiro da Inconfidência. (Inversão de luz. Foco em Paulo.)
PAULO: Atrás de portas fechadas / à luz de velas acesas / entre sigilo e espionagem acontece a Inconfidência. / Liberdade, ainda que tarde / Ouve-se em redor da mesa. / E a bandeira já está viva / E sobe na noite imensa. / E os seus tristes inventores / Já são réus – / pois se atreveram a falar em Liberdade. / Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta / que não há ninguém que explique / e ninguém que não entenda.
(Inversão de luz. Foco só em Tereza.)
TEREZA: Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta... / Sentença contra Tiradentes.
(RANGEL, F.; FERNANDES, M. Liberdade, liberdade. Porto Alegre: L & PM, 2009.)
Assinale a alternativa INCORRETA.