“Na Alta Idade Média, esperava-se dos reis que eles cooperassem no embelezamento dos monumentos religiosos. Tal ação fazia parte das missões da realeza. Eu falei de Afonso e de Henrique que ajudaram Cluny, eles eram reis — assim como Robert le Pieux que seu biógrafo Helgaud e que Oderic de Sens louvam especialmente por terem generosamente contribuído para o embelezamento de muitas igrejas. Outrora, com efeito, os soberanos dispunham de maiores rendimentos monetários. A sagração sobretudo os colocava entre os Oratores, entre os oficiantes das liturgias, o que lhes impunha participar da cultura eclesiástica. Eles cooperavam diretamente para a eflorescência desta última, mantendo, no seu palatium, esse centro maior de criação que era a capela, e todas as oficinas, de arte, de escrita, de reflexão, que lhes eram associadas, espalhando seus benefícios sobre as catedrais e sobre as abadias reais, e finalmente garantindo a paz, propícia aos trabalhos do espírito. O patrocínio foi, originariamente, a função específica do rei, lugar-tenente de Deus na Terra. Ora, essa função, no século XII, a aristocracia inteira pretende preencher”.
DUBY, G. Idade Média, Idade dos Homens. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 175.
Considerando a temática abordada no texto, é CORRETO afirmar: