O aumento do desmatamento ilegal na Amazônia põe em risco as metas de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) estabelecidas na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil em 2015, por ocasião da assinatura do Acordo de Paris, e revisadas em dezembro de 2020. A derrubada de floresta para conversão em pastagens no bioma amazônico tem impulsionado as emissões de GEE do país e tornou-se, desde 2017, a principal fonte de geração no Brasil desses gases que contribuem para o aquecimento global. De acordo com dados apresentados, até 2016, o setor agropecuário era responsável por 33,2% das emissões de GEE do Brasil e as mudanças de uso da terra, lideradas pelo desmatamento, por 27,1%. A partir de 2017, essa situação mudou e o desmatamento passou a ser a principal fonte de emissões de GEE no país. Em 2019, as mudanças no uso da terra foram responsáveis por 44% das emissões de GEE do Brasil, contra 28% do setor agropecuário, 19% do energético, 5% dos processos industriais e 4% de resíduos. As mudanças no uso da terra também respondem pelo aumento de 23% nas emissões totais de GEE do país. O desmatamento causou 94% dessas emissões brutas pelas mudanças no uso da terra e a maior parte (87%) ocorreu na Amazônia.
Pesquisa Fapesp. Disponível em https://agencia.fapesp.br/aumento-do-desmatamento-naamazonia-poe-em-risco-metas-climaticas-do-brasil/35867/. Acesso 14 mai 2021. Adaptado
Sobre o texto acima, assinale a alternativa CORRETA.