[...] Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam, e o melado desandou! O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe da vista do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo (fermentado). Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levou-se ao fogo. Resultado: o “azedo” do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando, no teto do engenho, se formaram umas goteiras que pingavam constantemente [...] Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores, ardia muito.
História contada no Museu do Homem do Nordeste, Recife, Pernambuco. In: SILVA, Ricardo O. Cana de Mel, Sabor de Fel – Capitania de Pernambuco: Uma Intervenção Pedagógica com Caráter Multi e Interdisciplinar. Química Nova na Escola, 32, 2, 2010.
Em relação aos aspectos abordados no texto acima, analise as afirmativas a seguir:
I. A aguardente produzida no Brasil Colônia era de qualidade, por ser puro etanol.
II. O “melado” era uma solução de sacarose que se tornava muito densa ao ser aquecida.
III. A pinga, um legado do sistema escravocrata, estimulou a produção de etanol no Brasil.
IV. A evaporação continua sendo a melhor etapa para a separação do etanol produzido a partir do melado.
V. Produtos contendo etanol são produzidos por fermentação do caldo de cana-de-açúcar, desde os tempos coloniais.
Quais desses 5 (cinco) itens veiculam informações CORRETAS quanto ao processamento de produtos da cana-de-açúcar?