Observe as descrições abaixo, citadas por: Tompson, E. P., Costumes em Comum: estudos sobre a cultura popular tradicional, São Paulo: Editora Companhia das Letras, 1998, p. 29.
TEXTO
“Na tarefa de administrar sua propriedade para satisfazer seus próprios interesses, ele desempenhava muitas funções do Estado. Era o juiz: resolvia as disputas entre seus seguidores. Era a polícia: mantinha a ordem entre um grande número de pessoas (...). Era a Igreja: nomeava o capelão, em geral um parente próximo com ou sem treinamento religioso, para cuidar de seu povo. Era uma agência de assistência social: cuidava dos doentes, dos idosos, dos órfãos. Era o Exército: em caso de levantes (...) armava seus parentes e servidores e formava a milícia privada. Além do mais, pelo que se tornou um intricado sistema de casamentos, parentesco e apadrinhamento (...) podia pedir apoio, se necessário, a um grande número de parentes, no campo ou nas cidades, que possuíam propriedades e poderes semelhantes aos seus.”
TEXTO
“A vida de uma aldeia, um vilarejo, uma paróquia, uma cidade-mercado e seu interior, um condado inteiro, podia girar em torno da casa-grande dentro do seu parque. As salas de recepção, jardins, estábulos e canis eram o centro da vida social local; o escritório da propriedade, o local de troca de arrendamentos de fazendas, contratos de mineração e construção, e um banco para pequenas poupanças e investimentos; a casa da fazenda, uma exposição permanente dos melhores métodos agrícolas existentes (...); a sala da lei (...) o principal baluarte da lei e da ordem; a galeria de retratos, a sala de música e a biblioteca, o quartel-general da cultura local; a sala de jantar, o fulcro da política local.”
Sobre eles podemos afirmar corretamente: