Literatura
Questões de Análise Poética de Obras
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Num bar abaixo do Equador às cinco da manhã escrevo meu último poema Arrisco-o ao azar do sangue sobre a mesa mapa de crises cicatrizes moscas Gravo-o fala de mim demão e nódoa nós e tábua
Noite. E eu só, sempre só. Descabeladas, fora, gemem as árvores; o vento tem um soluço de arrependimento; farfalham folhas murchas arrastadas... Pesa em tudo um cansaço. Andam pasmadas as nuvens, a vagar
Texto Prefácio Quem fez esta manhã, quem penetrou À noite os labirintos do tesouro, Quem fez esta manhã predestinou Seus temas a paráfrases do touro, As traduções do cisne: fê-la para Abandonar-se a
Leia abaixo o soneto de Gregório de Matos Guerra, e Poesia , de Carlos Drummond de Andrade. A certa personagem desvanecida Um soneto começo em vosso gabo: Contemos esta regra por primeira; Já lá vão duas,
Poema I Dois e dois são quatro [1] Como dois e dois são quatro Sei que a vida vale a pena Embora o pão seja caro [4] E a liberdade, pequena Como teus olhos são claros E a tua pele, morena [7]
TEXTO II PORTÃO O portão fica bocejando, aberto para os alunos retardatários. Não há pressa em viver nem nas ladeiras duras de subir, [50] quanto mais para estudar a insípida cartilha. Mas se
Ocaso No anfiteatro de montanhas Os profetas do Aleijadinho Monumentalizam a paisagem As cúpulas brancas dos Passos E os cocares revirados das palmeiras São degraus da arte de meu país Onde ningué
O nada que é Um canavial tem a extensão ante a qual todo metro é vão. Tem o escancarado do mar que existe para desafiar que números e seus afins possam prendê-lo nos seus sins. Ante um canavial a
Considere as seguintes afirmativas sobre a poesia de Paulo Leminski. I O verso livre é bastante presente no conjunto de sua obra. II Aspectos da natureza são tratados pelo poeta. III A musicalidade não é um recur
“O POETA(por trás de uma rua minada de seu rosto perdido nela) – Só quisera trazer pra meu canto o que pode ser carregado como papel pelo vento” (BARROS, Manoel. “A máquina de chilrear e seu uso doméstico” In:
Poema da Necessidade É preciso casar João, é preciso suportar Antônio, é preciso odiar Melquíades. É preciso substituir nós todos. É preciso salvar o país, é preciso crer em Deus, é preciso pagar as dívidas, é p
Os versos destacados a seguir fazem parte de “Uma didática da invenção” (1993), poema de Manoel de Barros. No tratado das grandezas do ínfimo estava escrito: Poesia é quando a tarde está competente para dál
TREM DE FERRO Manuel Bandeira Café com pão Café com pão Café com pão Virgem Maria que foi isto maquinista? Agora sim Café com pão Agora sim Café com pão Voa, fumaça Corre, cerca Ai seu f
TEXTO ELEGIA O olhar recebe a forma e esquece a essência o ouvido perde a música. A mão já não retém o eterno — nem o efêmero. O louvor e o lamento a boca abandonaram os pés. Não guiam mais: estranh
A questão está relacionada ao poema Legado, de Carlos Drummond de Andrade. Leia o poema abaixo. Que lembrança darei ao país que me deu tudo que lembro e sei, tudo quanto senti? Na noite do sem-fim, breve o tem
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