Memórias póstumas de Brás Cubas critica, de forma sutil, o uso dos arranjos conjugais como forma de ascensão social no contexto da época, como se pode observar no excerto a seguir:
“Enfim! Eis aqui Virgília. Antes de ir à casa do conselheiro Dutra, perguntei a meu pai se havia algum ajuste prévio de casamento.
– Nenhum ajuste. Há tempos, conversando com ele a teu respeito, confessei-lhe o desejo que tinha de te ver deputado; e de tal modo falei, que ele prometeu fazer alguma coisa, e creio que o fará. Quanto à noiva, é o nome que dou a uma criaturinha, que é uma joia, uma flor, uma estrela, uma coisa rara... é a filha dele; imaginei que, se casasses com ela, mais depressa serias deputado.”
(Assis, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. – Porto Alegre, RS: L&PM, 2012, p. 119)