O texto a seguir é um poema de Ricardo Reis, um dos heterônimos de Fernando Pessoa. Leia-o para responder à questão.
Quando, Lídia, vier o nosso Outono
Quando, Lídia, vier o nosso Outono
Com o Inverno que há nele, reservemos
Um pensamento, não para a futura
Primavera, que é de outrem,
Nem para o Estio, de quem somos mortos,
Senão para o que fica do que passa —
O amarelo atual que as folhas vivem
E as torna diferentes.
Fernando Pessoa. Odes de Ricardo Reis. Lisboa: Ática, 1959. p. 108
Analise as afirmativas a seguir sobre o poema “Quando, Lídia, vier o nosso Outono”, e classifique-as como Verdadeiras (V) ou Falsas (F).
( ) Quando se fala em nosso outono, os termos primavera, outono, verão e estio não indicam mais as estações do ano, mas as fases da existência.
( ) Ao comparar a existência humana às estações do ano, o poeta sugere que as fases da existência humana são circulares, como as épocas do ano, que se sucedem indefinidamente.
( ) O termo futura, referindo-se à primavera, mostra que a circularidade em relação ao ser humano é diferente da que ocorre na natureza, pois o que se sucede na humanidade são as gerações.
( ) O poema é um convite para aproveitar cada uma das fases da vida no que elas têm de específico, de singular, de diferente.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.