Os médicos australianos Barry J. Marshall e Robin Warren, no início da década de 80, do século XX, comprovaram que a maior parte das úlceras pépticas e de gastrites era causada por uma espécie de bactéria espiralada, gram-negativa, que vive na mucosa gástrica, denominada Helicobacter pylori. O micro-organismo vive exclusivamente, no estômago e secreta uréase, enzima transformadora de ureia, presente no fluido gástrico, em amônia, NH3, que eleva o pH em volta da bactéria e possibilita a colonização do órgão. É uma bactéria e não o excesso de ácido clorídrico, pH aproximadamente igual a 2, a responsável por corroer a mucosa do estômago. Estudos posteriores não só confirmaram a descoberta dos médicos, como também relacionaram o micro-organismo ao surgimento de câncer no órgão. Com a descoberta, o tratamento de úlceras gástricas passou a ser feita com antibióticos e não mais através de dietas, de antiácidos e de medicamentos que controlam a produção de ácido clorídrico.
Considerando-se os efeitos de colonização de Helicobacter pylori no estômago, associados aos conhecimentos de Química, é correto afirmar: