“Quando Guimarães Rosa publicou seu primeiro livro, Sagarana, em 1946, duas vertentes assinalavam o panorama da ficção brasileira: o regionalismo e a reação espiritualista. A obra do escritor mineiro vai representar uma síntese feliz das duas vertentes. Como os regionalistas, volta-se para os interiores do país, pondo em cena personagens plebeias e 'típicas', a exemplo dos jagunços sertanejos. Leva a sério a função da literatura como documento, ao ponto de reproduzir a linguagem característica daquelas paragens. Porém, como os autores da reação espiritualista, descortina largo sopro metafísico, costeando o sobrenatural, em demanda da transcendência.”
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/352114-livro-explica-guimaraes-rosa-e-sua-principal-obra-leiacapitulo.shtml (adaptado).
Dos contos da obra inaugural de Rosa, é correto afirmar que os três aspectos abordados no fragmento do artigo lido – regionalismo, linguagem inovadora e presença do sobrenatural -, aparecem, com destaque, no conto