Texto 1
Sertão. O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado! E bala é um pedacinhozinho de metal...(ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. 22ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p. 18.)
Texto 2
É verdade, também, que a superação se deu, para Guimarães Rosa, na esfera da contemplação e da descida às matrizes naturais da comunidade sertaneja. Houve e há, por certo, outros meios de esconjurar o pitoresco e o exotismo de epiderme. Por exemplo, pondo à nu as tensões entre o homem e a natureza, como o fez Graciliano em Vidas Secas, e entre o homem e o próximo (o mesmo Graciliano em São Bernardo, e Lins do Rego, em Fogo Morto). A “saída” Guimarães Rosa foi a entrega amorosa à paisagem e ao mito reencontrados na materialidade da linguagem. Não é a única para o escritor brasileiro de hoje. Mas (será preciso dizê-lo?), é a que nos fascinará por mais tempo e com mais razões.
(BOSI, Alfredo. História concisa da Literatura Brasileira. 38ª ed. São Paulo: Cultrix, 1994. p. 434.)
O regionalismo é tema recorrente na literatura brasileira, pois, desde o final do século XIX, vários autores e obras evidenciam a preocupação com o modo como as diversas regiões do Brasil são representadas no texto literário.
Dentre as alternativas abaixo, assinale a que apresenta dois elementos essenciais para um texto ser considerado regionalista.