TEXTO 3
1.° Conquanto a Polícia Militar tenha uma estrutura e uma lógica militares, e sem negar a truculência com que muitas vezes age (o que é de conhecimento público, sobretudo nas regiões periféricas da cidade), pensar na sua extinção é simplesmente desconhecer seu papel.
2.° Não se pode esquecer, primeiramente, que a instituição da PM não se enquadra nas Forças Armadas. Em segundo lugar, somente quem trabalha diuturnamente com a questão da criminalidade pode aferir a necessidade ou não da PM na linha de frente de combate ao crime.
3.° Excessos devem ser apurados e, uma vez verificados, punidos. Fora isso, qualquer opinião proveniente de gabinetes e escritórios instalados num mundo paralelo e alheios à realidade deve ser desconsiderada, mesmo porque, a extinguir-se a PM, quem desempenharia as funções atinentes à segurança pública?
4.° No mais, a ONU não parece ser o órgão mais indicado para tratar da questão da segurança nem no Brasil nem em qualquer lugar que seja. Jarbas Luiz dos Santos, juiz de Direito (São Paulo, SP).
Folha de S.Paulo, 25 de julho de 2012. Painel do leitor. (adaptado)
As orações reduzidas de infinitivo (“a extinguir-se a PM”) e de particípio (“uma vez verificados”), empregadas no 3.°§, expressam, respectivamente, relações semânticas de